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domingo, 3 de março de 2013

pernas pro ar

Acordei em 2013 já planejando 2014.
Pensei que este ano seria o de preparar o terrreno para que em 2014 eu fizesse tudo o que eu sempre planejei e tive vontade e nunca deu tempo ou não me dediquei.
Mas 2013 resolveu antecipar 2014 e tudo aconteceu de maneira atropelada, mas não que isso seja necessariamente ruim, só dá um pouco de medo.
Em 2013 eu ia juntar um bom dinheiro, programar minha viagem de volta para Havana, dar uma turbinada em casa, me formar, estudar.
Para em 2014 eu viajar para Havana, comprar coisas para fazer pães e chocolates artesanais, pegar algumas aulas e e tomar um rumo na militância política.
Acontece que agora tá tudo atropelado.
Saí do meu emprego, sem ter outro na certeza de pagar as contas de casa. Tenho um capital que estou com medo de aplicar e ficar sem retorno, quero me dedicar à cozinha e não tenho a menor estrutura, estou pra me formar e meu trabalho, há duas semanas de ser apresentado não foi revisado pelo orientador. Perdi o prazo para a prova do estado no ano passado e nem dá pra pegar aula direito aqui no centro. Estou tentando estudar, mas isso tem mais me desanimado do que se tornado uma coisa prazerosa.
Mas não que esteja ruim, só está sem ritmo, sem planejamento e sem perspectiva.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Se for pesadelo, não acorde, não ligue

É com pesar, que depois de tanto tempo e tanto não pensar, me peguei num sonho com você. 
De tanto se falar, especular e fazer previsões, acabou que nesta noite, não fugiu nenhum segundo dos meus pensamentos, e acordei com a sensação que mais um problema havia se resolvido, quando na verdade, ao acordar, o pesadelo foi saber que ainda terei que carregar por tempo indefinido, ou uma bebedeira das fortes, para te falar como foi este sonho.
A confusão é tanta, que não dá pra saber se fico feliz ou triste com a possibildiade de estar no meu momento de dormir, e ainda, saber que na divagação do descanso eu consigo resolver o que há 2 anos fica pendente na minha cabeça, ou a tristeza do pesadelo em saber que ao acordar tudo continuava como está agora.
A única coisa que me restou foi te pedir desculpas pela noite de ontem, na manhã de hoje.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Reveillon

Balanço de fim de ano é sempre o momento de pensar em como foi tudo e como tudo chegou a este dia como está hoje.
Este ano mudamos o lugar do escritório. No trabalho aumentamos de gente, concretizamos alguns sonhos, deixamos outros de lado, mudamos de plano várias vezes, conhecemos pessoas fantásticas e terminamos com muito trabalho para 2013, que parece que agora vai!
Fui pra Cuba, onde quero voltar e ficar mais tempo. Saí do Núcleo, de onde tenho os melhores amigos e militantes exemplares.
Comecei a licenciatura, e me encantei empiricamente com a possibilidade de ser professora. Me enche o coração de energia e luta para fazer o melhor nas escolas.
Mudei de casa, achei mais que uma irmã. Nossa casa, nossa luta, nossa esperança de uma cidade mais justa e um mundo menos desigual parece ganhar mais força quando estamos juntas!
Me sensibilizei com a luta das mulheres e de gênero. Encontrei aí o militante exemplar e o companheiro mais ranzinza que eu podia achar.
Me desdobrei em 20, fiz mais que podia e menos que eu queria. Fui ausente com muitos, fiquei chata por muito tempo. Briguei a toa com muita gente. Comprei brigas maiores que as costas poderiam sustentar. Desisti de planos.
Não apresentei meu trabalho final.
Estreitei meus laços com pessoas que são essenciais na minha vida. Desfiz outros para poder continuar a caminhar. Não me importei com quem me atropelava.
Fui reprovada na prova de direção. Mas aprendi a dirigir!
Entendi mais sobre os transgênicos, o agronegócio e o código florestal.
Não viajei como queria, não me diverti o necessário, não bebi quando era imprescindível.
Comecei um regime que está dando certo.
Fiquei livre de alguns preconceitos. Li O Capital de novo. E entendi mais coisas!
Fui ao teatro, fui ao cinema, li mais livros, passeei sozinha. Me descobri amiga.
Fiz 26 anos no dia 26!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A música e o luxo

Que sou luxuosa não sabia. Acabei de descobrir.
Me botei a pesquisar na rede o passado, que sempre acho que me abandonou, mas sempre me vejo desbotada nele.
Coloquei na rede seu nome. Titubeei ainda um pouco, pensando se deveria ou não continuar aquela investida.
Pensei bem, abri outra página, ouvi uma música, um artista que você indicou publicamente que era bom.
Ouvi todas as músicas. e ouvi de novo. Abri o primeiro link que apareceu.
Eu sabia do que se tratava. Sabia que devia ter visto antes, mas me faltou coragem. E um pouco de luxo. O luxo de ver o passado amarelado de novo.
Abri a página e voltei a ler como se tivesse aprado de ver tudo ontem. Comecei de onde tinha parado.
Parece que o tempo que passou serviu apenas para tornar o passado mais desgastado, mas com um tempo muito presente.
Li tudo, devorei como na ansia de saber alguma notícia sua.
Não entendi bem qual o recado que você queria passar, mas acho que não era pra mim. Assim, não fiz questão de continuar a investida.
Fechei a página. Abri a outra e continuei a ouvir o artista que indicou. É realmente bom.
Felicidade em saber qua ainda nos encontramos.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Viagem

Toda a emoção vem daquilo que podemos realizar e que há tempos temos mantido adormecido dentro de nós mesmos.
Por muito ou por pouco, deixei que o tempo passasse e que as oportunidades fossem deixadas de lado sem ao menos questionar se o estamos fazendo o que realmente deveria ser feito.

Enfim, aqui estamos.
Numa viagem, que de simples e importante, podemos nos divertir e enfim resolve o que há tanto tempo deveríamos ter feito.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

pra clarear o ceu


sinto falta de um cafuné.
de um carinho, um colo.
um beijo roubado diariamente.
mensagens, telefones, declarações de amor.
em público ou ao pé do ouvido.
sinto falta do cinema ou
do filme em casa, no frio, no sofá.
sinto falta das cobertas pequenas e da cama precisando ser grande.
sinto falta de ver o amor crescer e não caber no peito.
a falta do dia nascer sem ser mais um dia.
a noite ser o momento mais esperado, quando vou te ver.
os finais de semana como curtos demais para vivenciar o que se passou em poucos dias.
o tempo sendo o inimigo do nosso sono.
as nossas discussões de como o mundo poderia ser e não é.
as conversas, a lanchonete, a comida especial.
a data especial.
o lugar e o passeio, sempre o mesmo, mas sempre diferente.
o calor, a praia, o frio e a preguiça compartilhados.
sinto falta de parte do meu coração,
que adormecido, espera que um dia acorde,
e que não seja do mesmo jeito o despertar de mais um dia.

sábado, 13 de outubro de 2012

da raiva ao amor


Hoje minha raiva vai para mim mesma.
Em quantas oportunidades tive de falar que tinha raiva, senti-la e depois, por conta do pouco tempo e de tanta coisa pra fazer, a posterguei para, quem sabe, ter o momento de aproveitá-la do início ao fim. E acabar com ela.
Esses dias tem sido de muita raiva comigo mesma. A oportunidade de pensar nela e digerir enfim se encontrou e, em pouco mais de 24 horas tudo havia se consumido.
Pensar que te deixei, há tempos atrás me fez pensar, como nunca antes havia acontecido, que me deixou também. Ao contrário de você, na nossa partilha de bens, me dei mal. Ficou com todos os amigos, e eu apenas com um ombro a chorar e lamentar como tudo era tão traiçoeiro, e como foi ruim ter sido do jeito que foi.
Essa raiva se mistura ou é conseqüência disso. Hoje me vejo de novo lamentado o que se foi, como se fosse culpa minha de não agüentado mais e sustentado aquela situação. Me amargo por dias, meses, me arrasto vendo suas fotos e como todos estão ali, acreditando na sua história e te apoiando, enquanto eu, de longe, vejo o contrário, como todos ali puderam estar ali com você e não comigo.
Nessa raiva, o egoísmo também aponta que eu deveria largar mão disso tudo e viver o que tenho a viver. Porque você, tão bem sucedido em alguns aspectos e eu em outros. Porque as pessoas gostam de você. Estão sempre com você, você tem talentos que se expressam materialmente, minhas habilidades ficam escondidas sempre esperando o primeiro passo do outro.
Desde que estamos cada um com seus bens, não achei ninguém. Me esforcei em gostar, em amar e em compartilhar minhas tantas características que podem ser pontos positivos para uma vida feliz. Mas tanto esforço nada mais revela que nunca consegui me apaixonar de novo.
A tristeza que me leva a escrever sempre sobre você é a chance que tenho de mostra que ainda me recordo do que passamos e valorizo, erroneamente, enlouquecida e desvairadamente um passado que não vai mais voltar.
Pois é, nessa armadilha que armei pra mim mesma estou presa. Todos sabem o quanto queria saber me livrar disso, sorrir e assim atrair um novo amor que eu, sem esforço seja capaz de responder, de mostrar que sou capaz, de novo, de ser feliz. Mostrar, com tanta simplicidade e espontaneidade que posso ser tão boa quanto fui naqueles tempos, sem você, mas com os bens que a mim ficaram e são imateriais.
Não posso negar que aprendi muito, e que o que sou hoje é, em parte, você e eu de tempos atrás.
Continuo a vagar, com a raiva digerida, com o egoísmo já acalmado e com a tristeza que insiste em me prender a cada dia que me vejo sem alguém para dividir as alegrias, as histórias.
O que digo aqui não é medo, nem sentir a solidão, o que digo aqui são formas de voltar a amar que sejam tão bonitas como foi quando estávamos juntos

terça-feira, 28 de agosto de 2012

690 dias

quando foi a última vez que eu amei?
faz tanto tempo que a impressão que eu tenho é essa sensação nunca mais vai voltar.
já tentei amar, gostar, sentir alguma coisa especial. mas todas essas palavras sempre me remetem À você.
na minha cabeça, nossas lembranças são sempre bonitas, de um tempo que construímos um ser juntos, estar juntos, companheiros, amigos, irmãos que hoje não é mais possível.
não há mais interesse em fazer alguma coisa para além disso, para além de superar a nossa vida que foi tão rompida, com tamanha violência e brutalidade, que, assim como um dia sonhamos com Paz, como era antigamente, sonhamos que poderemos retornar àqueles tempos.
esses tempos me pus a pensar em você. o tempo passou e pessoas voltaram para o meu dia-a-dia como se nada tivesse passado de uma noite mal dormida.
se me perguntarem se amei outros, já sabes a reposta.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

NDC

Não existem palavras pra expressar todos os sentimentos que tem passado por mim nessa semana.
Nos últimos dias, a sensação da partida, da despedida, da entrega, do amor tem se misturado de maneira tão cruel, que preferia não ter que passar por tudo isso pra lembrar de tanta coisa boa que aconteceu nesses  últimos dois anos.
A despedida da militância mais intensa que tive, do amigo mais amigo que eu poderia encontrar, das reuniões, das piadas, da alegria, da tristeza. da braveza e da leveza em se caminhar pelo mundo academico-político-social-economico me faz refletir quanta coisa boa acumulamos em um curto espaço de tempo.
Em dois anos pude encontrar pessoas incríveis, comprometidas, alegres e também pessoas ruins, metidas, sem ânimo e aquelas que estragam tudo.
Todas elas me fazem ser o que sou hoje e as segundas me fazem procurar algo além para que não existam em tanta quantidade quanto hoje.

Essa semana agradeço.
Agradeço pela minha insistência, pela teimosia, pela braveza, por ser rabujenta.
Agradeço pelas cervejas, pelas reuniões, pelos sábados, domingos, feriados de discussão, pelos apelidos, risos, apostas, cervejas, lanches, almoços, bandejões.

Só tenho a agradecer.


sábado, 23 de junho de 2012

Cold Water

Eu ainda não sei o que acontece.
Esses tempos me coloquei de novo a pensar.
A raciocinar pela vida e balancear as coisas.
De certo, existiu um tempo que tudo parecia que ia sair do jeito que eu imaginava, que os sentimentos eram cobrados a cada dia por si mesmo, como uma vontade de se fortalecer involuntária, naturalmente.
Durante anos vivi assim, no conforto do seu coração, com dificuldades, superações, desafios e convivência.
Aprendi a me conhecer, e se hoje eu gosto do que gosto, sou o que sou é porque passamos por muito tempo um tempo juntos. Foram anos de esperança, de saber que o mundo de fato pode ser mais que o nosso umbigo e que nossas crianças enfim teriam um lugar bom pra viver, chamar de lar e saber sobre a família.
Passearíamos como se não houvesse amanhã e nos amaríamos como se o amanhã não fosse capaz de captar toda nossa emoção de estar juntos, enfim, em mais um dia.

Quando isso acabou, confesso que bloqueei todas as possibilidades de me sentir triste, joguei toda a culpa na sua desonestidade, e voltei a caminhar como se não tivesse existido. E não estava mais na minha vida. Nunca mais nos falamos, trocamos e-mails, cartas, fotos ou qualquer coisa.
Depois de alguma decepção me coloquei a pensar no que tinha acontecido e como eu chorei. Chorei como se não houvesse amanhã. No dia que descobrimos um ao outro, pedi que não me abandonasse, em meio de lágrimas de felicidade, satisfação, alegria, pedi que cuidasse de mim. E você falou que iria estar sempre comigo.
Chorei como não houvesse amanhã só pela possibilidade ter sido quebrada. Você me traiu de uma maneira tão sutil, que eu não quis ver o quanto aquilo me machucava, sua não presença.
Quando me pus a pensar chorei tanto que não poderia imaginar tanta dor.

Te liguei, nos vimos, tomamos um lanche, comemorei seu aniversário. Mas não era mais o mesmo.

Infelizmente toda a minha tristeza e toda aquela vida virou uma lembrança na minha cabeça, que vire e mexe ela volta. Sonhos que sempre querem me dizer alguma coisa que eu não consigo decifrar.
Tentei te ligar, mas em vão. O telefone não funciona.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

já vou dizendo de antemão

certeza agora que era o medo que a irrompia.
no meio de gritos histéricos, que se aproximavam de desespero, por todos os lados, seus ouvidos se cansaram e se taparam, pra poder descansar na cabeça e decidir o que era melhor, ver ou ouvir.
pensou. e como sempre, sozinha.
ouviu, viu, sentiu e testou. tentou. várias vezes.
a probabilidade, a estatística, a quantidade, a qualidade.
decidiu sozinha o que faria.
com a mesma frieza comunicou a todos, por todos os lados de sua decisão. repentina, inesperada pra quem não a conhecesse.
anos enclausurada na vida que tinha, nunca imaginou que a teria de outra forma.
a tentativa enfim, depois de tanta energia, havia fracassado.
o sentimento de impotência, contra aquilo que o coração queria e a racionalidade impedia a fez tremer de choro.

era o medo batendo na porta.

pede agora paciência, calma.
tampa os ouvidos e os olhos e fica a sonhar.

sábado, 31 de março de 2012

maquina do tempo

Sabe aquela vontade de sair correndo, pegar a primeira coisa que ande a mais de 100km/h e sair da onde voce está?
Pois é.
Cá estamos, com essa vontade maluca e indesejável de querer sair num teletransporte.
Pelo menos o tempo há de ser conveniente e nos fará esperar o necessário.

terça-feira, 20 de março de 2012

tempoespaço

Nunca havia pensado o tempo e o espaço para além da concepção geográfico-metódica.
Eis que esses dois conceitos tem me feito pensar horas dos meus dias...

Porque justamente, num outro lugar, podemos encontrar o que menos esperamos. Talvez por um espaço construído para aquele tipo de encontro, podemos nos trombar com o que nos é mais viável e que é mais sincero.

Porque o tempo custa a passar e custamos a acreditar que um dia ele vai passar. Pedimos ao tempo mais tempo pra pensar e quando tudo começa, pedimos pra ele parar com medo de perder.

É como se o espaço fosse mais longo que a demora do tempo, que na realidade, o tempo demora mais a andar os números, que o espaço a se fazer como tal e nos reencontrar enfim.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

romantica anonima

Talvez tenha medo de se apaixonar.
A grande coisa de assistir filmes é quando eles se encaixam na sua vida, ou quando se ve sua vida neles.
Dividir todos os seus medos segredos, as vontades, os anseios e desejos causa medo.
A frustração de dar tudo errado é um outro problema. Não tentar pelo medo de dar errado, é o que tem guiado toda a possibilidade de tentar.
E se a tentativa for a única que resta e assim poder sumir, mas não só, seria bom também.

Andar na rua, com a noite caindo, assistir algo sozinha, é pedir pra caminhar sem rumo, sozinha, esperando tropeçar para não ficar sozinha.
De resto, vamos caminhando...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ultima carta

Este ano acho que pararei com as cartas.
Elas não tem sido eficientes. Enquanto não tivermos um divã, não existe cartas que se colocarão neste lugar.

Eu não pensei nada nessa viagem, nem a meu respeito nem a respeito dos outros, e hoje chego na cidade com as ideias avivadas, simples e feliz.

Feliz porque as ideias vieram da necessidade de se prolongar o momento que passei durante a ultima semana, de leveza de condução da própria vida pelas ruas, avenidas, pelas praças, bosques, museus e pelo caminhar.

Gastei boa parte do meu tenis e hoje percebo que joga-lo fora é fruto de que algo serviu tanta caminhada.

Este ano começou justamente com o final da minha viagem, com o saculejar do vagão, o vento, o sol, as chuvas e as nuvens, as ideias se tornaram mais simples que eu poderia imaginar. E acho que elas chegam em um bom momento. Acredito que se viessem no meio da confusão das correspondencias, não surtiriam o mesmo efeito que tem hoje.

Acordei leve, uma leveza de conduzir a vida da maneira que me sentirei feliz.

E é assim que começo este ano. Leve, Com a leveza de viver sem esperar que um dia apareças pra mim. Sem me arrumar pra sair esperando que poderei encontrar com você por engano na rua, no bar, no cinema.

Vou me arrumar porque me sinto feliz. E é de maneira leve que vou viver a cada dia.

E se por acaso quiser me encontrar, sabe por onde procurar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mudar é preciso!

Imaginei que nunca mais sentiria a mesma coisa que senti por esses dias.
Primeiro veio toda a confusão e a indecisão sobre o que sentir. Há tempos te vejo semannalmente ou mais e invisto num futuro incerto, numa possibilidade insólida de que algo vai dar certoe m algum momento, mas que esse momento nunca chega.
A possibilidade de desistir era enorme, parecia ser mais de 100% do sucesso, mas a teimosia insiste em brigar com a desitência e disputar o mesmo lugar.
Resolvi que tinha que desligar e não eu sozinha, que sozinha não se faz nada, teria que contar com a sua ajuda, e nada mais certeiro: você foi, incomunicável par aum outro lugar que eu sei exatamente onde é e com quem, mas sem se despedir, passou por mim e foi.
Aí percebi o qeu medíodre era a luta de teimosia contra a desistência.
Deixei o tempo passar. E como está bom vê-lo passar.
Incomunicável tratei de fechar o buraco que você poderia causar mais rápido que imagina.
Não se ocupa o seu espaço. Ele está fechado a longo prazo. Não tem alguém pra por no seu lugar.
Acredito que as pessoas ocupam um lugar que não pode ocupado por outra coisa ou outra pessoa.
Aí fechei o espaço, o buraco que ficou sem a sua despedida num lugar distante e incomunicável.

Fui levar a vida. Confesso que ficou um pouco bagunçada. A rotina nos pega peças e nos faz depender de certos gestos que hoje não são mais compatíveis com a minha vida.
Percebi que todas as suas habilidades, pelas quais eu admiro e sempre vou admirar, nossas conversas, os jantares, cafés, tudo vão continuar aí e tenho muito orgulho em compartilhar isso com você.
Mas acontece que não dá mais para esperar seu tempo para entregar de vez meus sentimentos. Não tem como esperar por tanta incerteza há quase um ano!

Não vou negar que um gesto isolado fez alguma diferença. Fez sim, e por isso escrevo isso hoje.
Ontem percebi que a desistênciaé fruto da luta e se ela existe é porque a insistência já não tem forças mais para continuar a batalha e precisa ser renovada.

A noite d eontem foi belíssima, o jantar, inexplicavelmente arrepiante. Aquele abraço, aquele olhar, aquelas histórias, quanto em comum e eu não sabia.

Novos passos, nova trajetória. Nova semana, novo tudo.
O prazo está se esgotando e temos pouco tempo para a teimosia dar a reviravolta difícil dessa semana.

domingo, 13 de novembro de 2011

Quem vive de passado é museu.

É, realmente não sei o que se passa na sua vida, na sua cabeça.
Qualquer atitude minha parece ser em vão, ao tentar quebrar o muro que se estabelece entre o passado e o que vem acontecendo agora.
Não é qualquer coisa o que vem acontecendo e a insitência em não ver para além dos seus olhos cansados e medrosos do presente, nos faz perder tempo.
Não sei se perdes tempo ao pensar no que poderia ser sem o fazer acontecer.

A dor de um amor sempre nos pega quando vai embora. Sei bem porque já passei por isso. E sei também que mais vale a intensidade que o tempo. Pode ter sido por tão pouco, mas se a intensidade mostrou que poderia ser pra sempre e não foi, naturalmente a necessidade de terminar o que começou não poderia soar senão estranho.

Do mais, não ache que todas vão atrás de ti. E como você também sou de uma teimosia incalculável, como já deve ter percebido. Mas continuo lutando. Há tempos não encontro alguém para compartilhar meus dias, minhas angústias ou apoiar a minha cabeça quando ela pesa de tanto pensar, imaginar e agir.

Espero que com você seja diferente, que este peso saia tão logo o presente romper com o muro do passado.

domingo, 2 de outubro de 2011

Porquinho

Quando eu fiz 18 anos recebi a notícia de que o System viria pro Brasil fazer um show.
Sem dúvidas era o show que eu mais esperei na minha vida.
Comprei um porquinho e comecei a poupar o dinheiro do almoço pra comprar o ingresso.
O porquinho tinha um nome, escrito numa fita crepe bem grande com uma caneta azul: SHOW DO SYSTEM.
Era 2005. E eu estava no segundo colegial.

Estamos em 2011. 6 anos se passaram. E eu estou no quinto ano da faculdade.
O dinheiro do porquinho? Comprei uma sandália que tenho até hoje e gastei com comidas boas.
Hoje, todos meus amigos foram no show. Nenhum convite.
O ingresso? Tanto quanto havia no porquinho.

Fiquei vendo os vídeos. Lembrei das músicas.
Sei todas as letras, de todos os CDs, de cor e salteadas.
Sei as batidas e toco-as com os pés e as mãos no ônibus, no trabalho, tal qual aprendi no segundo colegial.

E acho que é isso que eu vou fazer até, de novo, ter meu porquinho de volta.

domingo, 18 de setembro de 2011

A vida enfim se tornava uma amargura.

Não pela sua concepção, mas pela visão dos outros, tudo se tornou tão chatos, os assuntos tão sem perspectiva, que qualquer café se tornou um martírio.
Essa segunda parte ela deveria que concordar ora, um café nunca era um café despretensioso, era um café pesado, amargo como sua vida se mostrava para o outro, do lado oposto da mesa.
Nunca uma analogia foi tão certeira: sua vida amarga sentida pelos outros, e o gostinho especial de todo café requintado que ela tomava, por dentro.

Afinal, seria necessário ter algo para contar, falar e se distrair para além daquele café amargo?
Ou será que mudar seus hábitos, acrescentar um creme talvez, seria o suficiente para que a impressão diminuísse e o gosto único continuasse o mesmo?

Não sabia. Talvez fosse a hora de tentar, já que por agora estava começando tantas coisas iguais, mas que no fundo tinham um gostinho diferente.

domingo, 21 de agosto de 2011

Que tempo é esse?

As vezes temos que fazer escolhas que partem-nos ao meio.
Ficar entre a tentativa de se lançar no mundo e a segurança da família é uma delas.
Decidi partir pro mundo e meu coração se partiu. Metade ficou lá em casa e a outra está na mala da mudança.
Ametade que ficou lá, ficou também com toda minha alegria, e por mais que ali eu não expressasse tudo que eu era, não mostrasse tudo que eu poderia ser, a pessoa amável, amiga e companheira, a lutadora, a sentimental e a simpática, o mundo fora da casca é ainda mais aterrorizador.
As pessoas são ainda mais impessoais, o tempo corre demais e você só queria 5 minutos pra olhar pela janela.
A coisa da vida se monetarizou de tal forma que a forma perdeu sentido e virou notas.
o tempo de diversão já se esgotou e o que se tem é um tempo de trabalho, de estudo, sem diversão, sem tempo pra perder, esbanjar, jogar fora.
Deixei esse tempo lá em casa, junto com a cama, com a comida, com o cheirinho de casa, de abraço de mãe e de voz do pai.

É hora de se lançar no mundo, e ele é muito cruel para eu ficar parada dentro de casa.
É preciso amor, luta, sentimento, sensibilidade para que o tempo não vire dinheiro, para que o trabalho não seja forçado, para que a moradia não seja especulativa.