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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sangue e morro

O que desce o morro
De cor viva e brilhante
Não é comum nem normal
Aceitar não é uma condição.

Quando dizemos que vamos lutar
Não é para que alguém lute
Ou dirigirmos tais mudanças.

É para irmos pro morro
Fazer o líquido viscoso que desce
Não seja de quem não teme perder.

Organizar para que isso não ocorra
É tarefa árdua que faz poucas pessoas.

Subir o morro é cansativo
Nos faz pensar e refletir
Faz ver de que lado estamos
E resolve ser nossa razão em lutar.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ainda não sei como fazer um balanço do tempo imediatamente passado e tão presente nos meus dias.
Parando pra pensar bem rapidamente, muitas coisas não fazem sentido no que faço. O trabalho que em nada tem a ver com geografia, meus contatos que não passam de contatos e um dia ou outro parecem mais entusiastas em conversar, sem relacionamentos sérios, sem ânimo para a luta política... Não sei bem avaliar o porque disso tudo, não sei se preciso de um tempo das coisas, do mundo, de férias pra pensar, organizar as ideias, desligar o celular, o note e sair andar, longe da cidade, longe de qualquer contato que me faça lembrar das minha obrigações e das minhas responsabilidades.
Me arrisquei a cortar o cabelo, mas não ficou bom. Me arrisco toda semana a parar de roer as unhas e pintá-las graciosamente, mas não consigo. Prometo todos dias ir trabalhar e vencer o desânimo, mas a única coisa que consigo é me cansar mais e só querer voltar pra casa e dormir.
As festas pararam de ter graça, os amigos parece que se enjoaram da mesmice temática das minhas conversas.
A única coisa que tem me feito sorrir é esperar meu orientador com alguma perspectiva de leitura, alguma reclamação e ideias para o meu trabalho final.
A única coisa que me anima está na periferia, no meio da riqueza material, está na riqueza da vivência.
O que me faz sorrir, acordar e ir pra mais um dia é saber que existe um pessoal que conta comigo, que precisa de uma pessoa para se sentir segura e continuar também na batalha.

Isso é um pouco de Paraisópolis.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Paraisópolis

Parece que minha vida política-acadêmica está tomando corpo.
Eu que sempre achei que seria difícil ou quase impossível concretizar meu sonho de tantos anos, fazer geografia, ser professora de escola pública e atuar na sociedade de maneira crítica, que por muito tempo quase desisti dessa empreitada e me esforcei pra ser uma cadêmica de laboratório e biblioteca, me surpreendi nesse final de semana.
Na faculdade o movimento político sempre fez parte da minha vida: aos poucos fui tomando corpo e conteúdo nas discussões polêmicas e, nunca sozinha, a formulação política e a intervenção de forma a mudar a realidade se tornava a cada dia mais presente.
Esse final de semana aprendi muito: a escutar os outros, a parar de ter preconceitos, a justificar minhas escolhas de abordagem academicamente e não por briga de ego. Aprendi a rir de maneira descontrída, a falar sem ter um script, a deixar as pessoas tomarem as tarefas para si. Consegui conviver com um grupo de pessoas que conseguiu me fazer entender o papel da universidade, que conseguiu me fazer ver que eu estou no caminho correto para a transformação da realidade de tantos iguais a mim.
Sábado e Domingo muitas pessoas viram minha casa, minha família, pegaram ônibus cheio, ficaram em pé, suaram, cansaram, dormiram no chão, comeram macarrão, demoraram 1 hora pra voltar pras suas casas.

Neste final de semana encontrei o verdadeiro motivo pra continua a estrada lutando: O Direito à Cidade.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

é no meio das eleições que a gente percebe quanta coisa a vida pode nos surpreender. de repente, muitas pessoas reconhecem seu esforço para além da quantatividade da urna, mas percebem como o apoio amigo, um abraço é importante. um gesto, um sorriso. fico feliz em ter amigos assim, percebem qeu seu compromisso vai além da política.
hoje foi um dia feliz!
tenho pessoas felizes comigo!

:D

sábado, 22 de maio de 2010

VirtualidadeXRealidade

Não sei lidar com a tecnologia. Depois de tanto tempo sem viver pra dar satisfação por este meio eletrônico, hoje não aguento mais. Não sei porque, mas acho uma bobagem essa vida virtual, ou se porque não vejo graça em nada disso. Na verdade acho que me enjoei com as pessoas postando e despostando as coisas, bloqueando e desbloqueando pessoas, apagando e desapangando descrições, e quando encontro com elas na vida real, fica difícil de imaginar que é as duas pessoas. Óbvio que isso vem de uns tempos que venho pensando em como não acho mais graça postar meus minutos no twitter ou escrever meus textos bisonhos e sem sentido por aqui. E também pelas pessoas, para além da sua vida virtual-perfeita, conseguem enganar outras mesmo convivendo diariamente com você. O pior que a virtualidade passa a pautar os seus relacionamentos diários, ou não pautam. As pessoas aparecem, somem, falam e desfalam de acordo com o que leem do ser por aqui. Acho que tô de saco cheio de algumas coisas, e mantenho minhas redes sociais na internet só pra ter a ceretza que posso falar com alguém a qualquer momento do meu dia, a não ser aquelas que infantilmente, covardemente bloqueiam, expulsam até mesmo de uma vida virtual que é...vir-tu-al! E por ser virtual tem-se duas escolhas: ser os mesmo do cotidiano ou inventar um que agrade ou desagrade quem você quiser. Que paute suas conversas e suas impressões. A virtualidade nos abre portas inimagináveis, as vezes assustadoras, por não saber até que ponto ali está sendo verdade ou uma invenção da sua ou da minha cabeça.
É que estou com raiva de ter que ficar na frente desse micro todos os dias durante tres horas pra conferir caixas de email, orkut, twitter, blogs, meus e de outras pessoas, pra saber como elas estão, e depois saber ou imaginar ou ainda duvidar se que aquilo é ela mesma, se aquilo que está ali é verdade, é sincero. E ainda pensar que as pessoas te julgam por aquilo que nem sabem o que é de fato. Afinal, além de mim, deve haver um milhão de pessoas que tenham a mesma dúvida.

Ou talvez seja essa a função da virtualidade, não saber da realidade, colocar em dúvida o que é real.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Meu estágio na prefeitura da cidade está perto do final. As vezes paro pra pensar no que aprendi e quando eu entrei lá achei que não ia gostar. Hoje não consigo fazer nada em São Paulo sem reparar na estrutura e no elementos que motivam uma cidade ser tão segregadora dessa maneira.
Pensei nisso hoje por dois motivos: um por conta do aniversário de Brasília, que me fez comprar o jornal pra ler e ver as fotografias, outro porque estudei 10 horas para a prova de amanhã. Estou bem cansada, mas nada que eu possa reclamar. Como eu gostei das leituras. Mesmo incopleto, os textos que li são cativantes. Nunca imaginei que ia gostar tanto de uma área desse jeito. Claro, quero dar aula, mas se surgir uma oportunidade de continuar a trabalhar com isso, eu quero. As possibilidades de intervenção crítica na realidade também estão postas por aí e espero ter muito mais tempo pra me aprofundar nas leituras. Com certeza vai culminar num trabalho final de graduação muito bom, que vai refletir todas as minhas experiências nessa metrópole.
Estou bem feliz por ter conseguido me concentrar nos textos hoje. Fiz algumas pausas estratégicas para poder manter o ritmo e o resultado foi super positivo. Me desvencilhei de alguns pensamentos que me atrapalharam sempre os estudos, e consegui uma concentração que nunca vi durante toda minha graduação.
Tomara que eu consiga ir bem na prova amanhã.

segunda-feira, 8 de março de 2010

se reunir com os amigos é semrpe bom. desde que sejam amigos. deverdade.
essa coisa de ser oportuno, conveniente, fazer um social e sair com um sorrisinho na cara, não convence.
de fato me divirto, acho super engraçado ver as pessoas de máscara. rende um caldo de conversa e boas risadas.

ficou difícil de dormir depois das cinco da matina. a cabeça não parava de funcionar, e de hora em hora queria acordar pra pensar mais um pouquinho. mesmo depois de cinco horas, não tenho sono. estou ansiosa.

queria te contar como foi, como aconteceu, logo. pessoalmente.
fiquei ansiosa e te coloquei na frente de tudo. estabeleci meu marco.
e voce aceitou, com seus marcos também, e aceitou. seu apoio meu importa.

se apóie em mim e tenha a certeza que sempre, sempre estarei aqui.
te esperando.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

cansada

De fato começou o ano.
Almoçar no Largo São Francisco me deu uma nostalgia, como há muito tempo não sentia. Lembrei de tempos que não voltam mais, e eu agradeço por isso; momentos que me fizeram o que sou hoje.

o Movimento não sai de mim.

E eu já começo o ano cansada...

o quarto ano

Nunca estive tão desanimada com o início de mais um semestre, nem com o começo do ano, nem com a calourada, nem com o início das aulas...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Haiti não é aqui

dois terremotos atingiram o caribe e castigaram o Haiti nos últimos dois dias.
a capital, porto príncipe, está devastada.
as tropas da ONU que estavam garantindo a democracia e a paz e que tem como maior contingente soldados brasileiros, demoram a aparecer, a dar auxílios e a acalmar a população - tentando a princípio salvar os seus.
saques, assaltos, roubos e tiroteios estão apavorando ainda mais a população, que teme sair às ruas, deixando as cidades vazias.
não há nenhuma forma de comunicação direta: telefone, internet e televisão não dão/demoram a dar linha.

12 mortos brasileiros. Zilda Arns.
mais de 100 mil vítimas no total.

além da questão religiosa, qualquer autoridade sabe muito bem os riscos de terremotos intensos no caribe, uma ilha entre as falhas tectônicas - ou a geografia não serve pra nada?

1 gourde = R$ 0,049
2100 gourdes = R$ 102,90 = salário mínimo haitiano
25 gourdes = água tratada (três litros) = R$ 1,22
65 gourdes = 2kg de feijão = R$ 3,18
86 gourdes = 2kg de arroz =  R$ 4,21
39 gourdes = 1 kg de leite em pó = R$ 1,91

TOTAL: 215 gourdes = R$10,53

e mesmo as pessoas perdendo tudo, a moeda desvalorizada, ainda as fazem acreditar que o sistema/tropas da ONU é capaz de garantir uma vida digna para essas pessoas/pra américa latina; a soberania do território.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ah! A Geografia!

Tô no último trabalho do ano (Espero).
Ainda bem que não existe a crise e ainda, eu saiba o que é a ciência.
O problema tá em todo mundo achar que tem que resolver um problema que nem existe. E aí querer abraçar todas as outras ciências humanas, achando que a abrangência é que faz ter dúvidas.
A dúvida tá na apatia da própria ciência que não se impoe nem na escola, por não se impor na universidade, por não cumprir seu papel.
E aí, é claro, quem não sabe o que quer nem o que é, fica em dúvida e faz coisas bizarras, se tecnifica para dizer que está livre de qualquer cobrança epistemológica.

Isso me desanima e deixa sem perspectivas.
Mas a gente vai estudando!