A sensação de asco e de não poder fazer nada é uma constante. Ainda mais quando essa sensação é provocada por algo que não temos como mudar, e o que resta é gritar e gritar e gritar.
Além do nojo que senti em momentos em que acreditava nunca ter que passar, me submeter à uma série de atitudes que jamais achei que se concretizariam, por mais que esperasse em determinado momento por elas.
O dia em que me senti impotente, vendo na TV a mesma situação, mas com resultados diferentes, chorei com a possibilidade de poder ter feito diferente e não ter visto antes.
Agora que já foi, que o tempo não volta e não podemos mais fazer nada, me arrependo em não ter sido mais contundente.
Tem muita coisa ainda a ser dita.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Sangue e morro
O que desce o morro
De cor viva e brilhante
Não é comum nem normal
Aceitar não é uma condição.
Quando dizemos que vamos lutar
Não é para que alguém lute
Ou dirigirmos tais mudanças.
É para irmos pro morro
Fazer o líquido viscoso que desce
Não seja de quem não teme perder.
Organizar para que isso não ocorra
É tarefa árdua que faz poucas pessoas.
Subir o morro é cansativo
Nos faz pensar e refletir
Faz ver de que lado estamos
E resolve ser nossa razão em lutar.
De cor viva e brilhante
Não é comum nem normal
Aceitar não é uma condição.
Quando dizemos que vamos lutar
Não é para que alguém lute
Ou dirigirmos tais mudanças.
É para irmos pro morro
Fazer o líquido viscoso que desce
Não seja de quem não teme perder.
Organizar para que isso não ocorra
É tarefa árdua que faz poucas pessoas.
Subir o morro é cansativo
Nos faz pensar e refletir
Faz ver de que lado estamos
E resolve ser nossa razão em lutar.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Viagem
Toda a emoção vem daquilo que podemos realizar e que há tempos temos mantido adormecido dentro de nós mesmos.
Por muito ou por pouco, deixei que o tempo passasse e que as oportunidades fossem deixadas de lado sem ao menos questionar se o estamos fazendo o que realmente deveria ser feito.
Enfim, aqui estamos.
Numa viagem, que de simples e importante, podemos nos divertir e enfim resolve o que há tanto tempo deveríamos ter feito.
Por muito ou por pouco, deixei que o tempo passasse e que as oportunidades fossem deixadas de lado sem ao menos questionar se o estamos fazendo o que realmente deveria ser feito.
Enfim, aqui estamos.
Numa viagem, que de simples e importante, podemos nos divertir e enfim resolve o que há tanto tempo deveríamos ter feito.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
pra clarear o ceu
sinto falta de um cafuné.
de um carinho, um colo.
um beijo roubado diariamente.
mensagens, telefones, declarações de amor.
em público ou ao pé do ouvido.
sinto falta do cinema ou
do filme em casa, no frio, no sofá.
sinto falta das cobertas pequenas e da cama precisando ser grande.
sinto falta de ver o amor crescer e não caber no peito.
a falta do dia nascer sem ser mais um dia.
a noite ser o momento mais esperado, quando vou te ver.
os finais de semana como curtos demais para vivenciar o que se passou em poucos dias.
o tempo sendo o inimigo do nosso sono.
as nossas discussões de como o mundo poderia ser e não é.
as conversas, a lanchonete, a comida especial.
a data especial.
o lugar e o passeio, sempre o mesmo, mas sempre diferente.
o calor, a praia, o frio e a preguiça compartilhados.
sinto falta de parte do meu coração,
que adormecido, espera que um dia acorde,
e que não seja do mesmo jeito o despertar de mais um dia.
sábado, 13 de outubro de 2012
da raiva ao amor
Hoje minha raiva vai para mim mesma.
Em quantas oportunidades tive de falar que tinha raiva,
senti-la e depois, por conta do pouco tempo e de tanta coisa pra fazer, a
posterguei para, quem sabe, ter o momento de aproveitá-la do início ao fim. E acabar
com ela.
Esses dias tem sido de muita raiva comigo mesma. A oportunidade
de pensar nela e digerir enfim se encontrou e, em pouco mais de 24 horas tudo
havia se consumido.
Pensar que te deixei, há tempos atrás me fez pensar, como
nunca antes havia acontecido, que me deixou também. Ao contrário de você, na
nossa partilha de bens, me dei mal. Ficou com todos os amigos, e eu apenas com
um ombro a chorar e lamentar como tudo era tão traiçoeiro, e como foi ruim ter
sido do jeito que foi.
Essa raiva se mistura ou é conseqüência disso. Hoje me vejo
de novo lamentado o que se foi, como se fosse culpa minha de não agüentado mais
e sustentado aquela situação. Me amargo por dias, meses, me arrasto vendo suas
fotos e como todos estão ali, acreditando na sua história e te apoiando,
enquanto eu, de longe, vejo o contrário, como todos ali puderam estar ali com
você e não comigo.
Nessa raiva, o egoísmo também aponta que eu deveria largar
mão disso tudo e viver o que tenho a viver. Porque você, tão bem sucedido em
alguns aspectos e eu em outros. Porque as pessoas gostam de você. Estão sempre
com você, você tem talentos que se expressam materialmente, minhas habilidades
ficam escondidas sempre esperando o primeiro passo do outro.
Desde que estamos cada um com seus bens, não achei ninguém. Me
esforcei em gostar, em amar e em compartilhar minhas tantas características que
podem ser pontos positivos para uma vida feliz. Mas tanto esforço nada mais
revela que nunca consegui me apaixonar de novo.
A tristeza que me leva a escrever sempre sobre você é a
chance que tenho de mostra que ainda me recordo do que passamos e valorizo,
erroneamente, enlouquecida e desvairadamente um passado que não vai mais
voltar.
Pois é, nessa armadilha que armei pra mim mesma estou presa.
Todos sabem o quanto queria saber me livrar disso, sorrir e assim atrair um
novo amor que eu, sem esforço seja capaz de responder, de mostrar que sou
capaz, de novo, de ser feliz. Mostrar, com tanta simplicidade e espontaneidade
que posso ser tão boa quanto fui naqueles tempos, sem você, mas com os bens que
a mim ficaram e são imateriais.
Não posso negar que aprendi muito, e que o que sou hoje é,
em parte, você e eu de tempos atrás.
Continuo a vagar, com a raiva digerida, com o egoísmo já
acalmado e com a tristeza que insiste em me prender a cada dia que me vejo sem
alguém para dividir as alegrias, as histórias.
O que digo aqui não é medo, nem sentir a
solidão, o que digo aqui são formas de voltar a amar que sejam tão bonitas como
foi quando estávamos juntos
terça-feira, 28 de agosto de 2012
690 dias
quando foi a última vez que eu amei?
faz tanto tempo que a impressão que eu tenho é essa sensação nunca mais vai voltar.
já tentei amar, gostar, sentir alguma coisa especial. mas todas essas palavras sempre me remetem À você.
na minha cabeça, nossas lembranças são sempre bonitas, de um tempo que construímos um ser juntos, estar juntos, companheiros, amigos, irmãos que hoje não é mais possível.
não há mais interesse em fazer alguma coisa para além disso, para além de superar a nossa vida que foi tão rompida, com tamanha violência e brutalidade, que, assim como um dia sonhamos com Paz, como era antigamente, sonhamos que poderemos retornar àqueles tempos.
esses tempos me pus a pensar em você. o tempo passou e pessoas voltaram para o meu dia-a-dia como se nada tivesse passado de uma noite mal dormida.
se me perguntarem se amei outros, já sabes a reposta.
faz tanto tempo que a impressão que eu tenho é essa sensação nunca mais vai voltar.
já tentei amar, gostar, sentir alguma coisa especial. mas todas essas palavras sempre me remetem À você.
na minha cabeça, nossas lembranças são sempre bonitas, de um tempo que construímos um ser juntos, estar juntos, companheiros, amigos, irmãos que hoje não é mais possível.
não há mais interesse em fazer alguma coisa para além disso, para além de superar a nossa vida que foi tão rompida, com tamanha violência e brutalidade, que, assim como um dia sonhamos com Paz, como era antigamente, sonhamos que poderemos retornar àqueles tempos.
esses tempos me pus a pensar em você. o tempo passou e pessoas voltaram para o meu dia-a-dia como se nada tivesse passado de uma noite mal dormida.
se me perguntarem se amei outros, já sabes a reposta.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
NDC
Não existem palavras pra expressar todos os sentimentos que tem passado por mim nessa semana.
Nos últimos dias, a sensação da partida, da despedida, da entrega, do amor tem se misturado de maneira tão cruel, que preferia não ter que passar por tudo isso pra lembrar de tanta coisa boa que aconteceu nesses últimos dois anos.
A despedida da militância mais intensa que tive, do amigo mais amigo que eu poderia encontrar, das reuniões, das piadas, da alegria, da tristeza. da braveza e da leveza em se caminhar pelo mundo academico-político-social-economico me faz refletir quanta coisa boa acumulamos em um curto espaço de tempo.
Em dois anos pude encontrar pessoas incríveis, comprometidas, alegres e também pessoas ruins, metidas, sem ânimo e aquelas que estragam tudo.
Todas elas me fazem ser o que sou hoje e as segundas me fazem procurar algo além para que não existam em tanta quantidade quanto hoje.
Essa semana agradeço.
Agradeço pela minha insistência, pela teimosia, pela braveza, por ser rabujenta.
Agradeço pelas cervejas, pelas reuniões, pelos sábados, domingos, feriados de discussão, pelos apelidos, risos, apostas, cervejas, lanches, almoços, bandejões.
Só tenho a agradecer.
Nos últimos dias, a sensação da partida, da despedida, da entrega, do amor tem se misturado de maneira tão cruel, que preferia não ter que passar por tudo isso pra lembrar de tanta coisa boa que aconteceu nesses últimos dois anos.
A despedida da militância mais intensa que tive, do amigo mais amigo que eu poderia encontrar, das reuniões, das piadas, da alegria, da tristeza. da braveza e da leveza em se caminhar pelo mundo academico-político-social-economico me faz refletir quanta coisa boa acumulamos em um curto espaço de tempo.
Em dois anos pude encontrar pessoas incríveis, comprometidas, alegres e também pessoas ruins, metidas, sem ânimo e aquelas que estragam tudo.
Todas elas me fazem ser o que sou hoje e as segundas me fazem procurar algo além para que não existam em tanta quantidade quanto hoje.
Essa semana agradeço.
Agradeço pela minha insistência, pela teimosia, pela braveza, por ser rabujenta.
Agradeço pelas cervejas, pelas reuniões, pelos sábados, domingos, feriados de discussão, pelos apelidos, risos, apostas, cervejas, lanches, almoços, bandejões.
Só tenho a agradecer.
sábado, 23 de junho de 2012
Cold Water
Eu ainda não sei o que acontece.
Esses tempos me coloquei de novo a pensar.
A raciocinar pela vida e balancear as coisas.
De certo, existiu um tempo que tudo parecia que ia sair do jeito que eu imaginava, que os sentimentos eram cobrados a cada dia por si mesmo, como uma vontade de se fortalecer involuntária, naturalmente.
Durante anos vivi assim, no conforto do seu coração, com dificuldades, superações, desafios e convivência.
Aprendi a me conhecer, e se hoje eu gosto do que gosto, sou o que sou é porque passamos por muito tempo um tempo juntos. Foram anos de esperança, de saber que o mundo de fato pode ser mais que o nosso umbigo e que nossas crianças enfim teriam um lugar bom pra viver, chamar de lar e saber sobre a família.
Passearíamos como se não houvesse amanhã e nos amaríamos como se o amanhã não fosse capaz de captar toda nossa emoção de estar juntos, enfim, em mais um dia.
Quando isso acabou, confesso que bloqueei todas as possibilidades de me sentir triste, joguei toda a culpa na sua desonestidade, e voltei a caminhar como se não tivesse existido. E não estava mais na minha vida. Nunca mais nos falamos, trocamos e-mails, cartas, fotos ou qualquer coisa.
Depois de alguma decepção me coloquei a pensar no que tinha acontecido e como eu chorei. Chorei como se não houvesse amanhã. No dia que descobrimos um ao outro, pedi que não me abandonasse, em meio de lágrimas de felicidade, satisfação, alegria, pedi que cuidasse de mim. E você falou que iria estar sempre comigo.
Chorei como não houvesse amanhã só pela possibilidade ter sido quebrada. Você me traiu de uma maneira tão sutil, que eu não quis ver o quanto aquilo me machucava, sua não presença.
Quando me pus a pensar chorei tanto que não poderia imaginar tanta dor.
Te liguei, nos vimos, tomamos um lanche, comemorei seu aniversário. Mas não era mais o mesmo.
Infelizmente toda a minha tristeza e toda aquela vida virou uma lembrança na minha cabeça, que vire e mexe ela volta. Sonhos que sempre querem me dizer alguma coisa que eu não consigo decifrar.
Tentei te ligar, mas em vão. O telefone não funciona.
Esses tempos me coloquei de novo a pensar.
A raciocinar pela vida e balancear as coisas.
De certo, existiu um tempo que tudo parecia que ia sair do jeito que eu imaginava, que os sentimentos eram cobrados a cada dia por si mesmo, como uma vontade de se fortalecer involuntária, naturalmente.
Durante anos vivi assim, no conforto do seu coração, com dificuldades, superações, desafios e convivência.
Aprendi a me conhecer, e se hoje eu gosto do que gosto, sou o que sou é porque passamos por muito tempo um tempo juntos. Foram anos de esperança, de saber que o mundo de fato pode ser mais que o nosso umbigo e que nossas crianças enfim teriam um lugar bom pra viver, chamar de lar e saber sobre a família.
Passearíamos como se não houvesse amanhã e nos amaríamos como se o amanhã não fosse capaz de captar toda nossa emoção de estar juntos, enfim, em mais um dia.
Quando isso acabou, confesso que bloqueei todas as possibilidades de me sentir triste, joguei toda a culpa na sua desonestidade, e voltei a caminhar como se não tivesse existido. E não estava mais na minha vida. Nunca mais nos falamos, trocamos e-mails, cartas, fotos ou qualquer coisa.
Depois de alguma decepção me coloquei a pensar no que tinha acontecido e como eu chorei. Chorei como se não houvesse amanhã. No dia que descobrimos um ao outro, pedi que não me abandonasse, em meio de lágrimas de felicidade, satisfação, alegria, pedi que cuidasse de mim. E você falou que iria estar sempre comigo.
Chorei como não houvesse amanhã só pela possibilidade ter sido quebrada. Você me traiu de uma maneira tão sutil, que eu não quis ver o quanto aquilo me machucava, sua não presença.
Quando me pus a pensar chorei tanto que não poderia imaginar tanta dor.
Te liguei, nos vimos, tomamos um lanche, comemorei seu aniversário. Mas não era mais o mesmo.
Infelizmente toda a minha tristeza e toda aquela vida virou uma lembrança na minha cabeça, que vire e mexe ela volta. Sonhos que sempre querem me dizer alguma coisa que eu não consigo decifrar.
Tentei te ligar, mas em vão. O telefone não funciona.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
já vou dizendo de antemão
certeza agora que era o medo que a irrompia.
no meio de gritos histéricos, que se aproximavam de desespero, por todos os lados, seus ouvidos se cansaram e se taparam, pra poder descansar na cabeça e decidir o que era melhor, ver ou ouvir.
pensou. e como sempre, sozinha.
ouviu, viu, sentiu e testou. tentou. várias vezes.
a probabilidade, a estatística, a quantidade, a qualidade.
decidiu sozinha o que faria.
com a mesma frieza comunicou a todos, por todos os lados de sua decisão. repentina, inesperada pra quem não a conhecesse.
anos enclausurada na vida que tinha, nunca imaginou que a teria de outra forma.
a tentativa enfim, depois de tanta energia, havia fracassado.
o sentimento de impotência, contra aquilo que o coração queria e a racionalidade impedia a fez tremer de choro.
era o medo batendo na porta.
pede agora paciência, calma.
tampa os ouvidos e os olhos e fica a sonhar.
no meio de gritos histéricos, que se aproximavam de desespero, por todos os lados, seus ouvidos se cansaram e se taparam, pra poder descansar na cabeça e decidir o que era melhor, ver ou ouvir.
pensou. e como sempre, sozinha.
ouviu, viu, sentiu e testou. tentou. várias vezes.
a probabilidade, a estatística, a quantidade, a qualidade.
decidiu sozinha o que faria.
com a mesma frieza comunicou a todos, por todos os lados de sua decisão. repentina, inesperada pra quem não a conhecesse.
anos enclausurada na vida que tinha, nunca imaginou que a teria de outra forma.
a tentativa enfim, depois de tanta energia, havia fracassado.
o sentimento de impotência, contra aquilo que o coração queria e a racionalidade impedia a fez tremer de choro.
era o medo batendo na porta.
pede agora paciência, calma.
tampa os ouvidos e os olhos e fica a sonhar.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
distorção
é como se tudo fosse um grande espelho fosco.
conseguir enxergar, por vistas embaçadas o que está do outro lado e se ver perfeitamente no reflexo-junção das imagens. Uma perfeita, outra ofuscada, sem limites precisos, só com traços de cor que tonalizam o que é o que.
da cor da roupa pra cor da pele pros olhos que a gente tanto precisa ver e que não estão no foco.
que mais é preciso ver quando temos a oportunidade de sentir?
sentir o que se mal podemos enxergar direito?
é preciso mais do que nunca, compreender que somos feitos da composição entre o fosco, o invisível, o sensível e o reflexo.
conseguir enxergar, por vistas embaçadas o que está do outro lado e se ver perfeitamente no reflexo-junção das imagens. Uma perfeita, outra ofuscada, sem limites precisos, só com traços de cor que tonalizam o que é o que.
da cor da roupa pra cor da pele pros olhos que a gente tanto precisa ver e que não estão no foco.
que mais é preciso ver quando temos a oportunidade de sentir?
sentir o que se mal podemos enxergar direito?
é preciso mais do que nunca, compreender que somos feitos da composição entre o fosco, o invisível, o sensível e o reflexo.
terça-feira, 10 de abril de 2012
tá vendo?
é tipo o tapa na cara, que voce leva quando ve as coisas indo pra onde queria, mas anos depois.
se arrepende do tempo que passou e que insistiu e que não deu em nada, e ainda fala pra si mesmo: " tá vendo, eu não disse" repetindo os pensamentos de tempos atrás quando sabia, previa o futuro.
a agora, nessa indecisão decidida pela outra parte, se vê além da oportunidade de um novo rumo, a obrigação dele acontecer de fato.
muito mais do que sua felicidade, o que está em jogo é seu orgulho e seu olhar por cima e com controle da situação.
sempre disse que não foi nada e que ia passar, afinal não era nada, não significava nada.
agora que ve que poderia ocupar aquele posto, em outro lugar, repete "eu ja sabia!"
se arrepende do tempo que passou e que insistiu e que não deu em nada, e ainda fala pra si mesmo: " tá vendo, eu não disse" repetindo os pensamentos de tempos atrás quando sabia, previa o futuro.
a agora, nessa indecisão decidida pela outra parte, se vê além da oportunidade de um novo rumo, a obrigação dele acontecer de fato.
muito mais do que sua felicidade, o que está em jogo é seu orgulho e seu olhar por cima e com controle da situação.
sempre disse que não foi nada e que ia passar, afinal não era nada, não significava nada.
agora que ve que poderia ocupar aquele posto, em outro lugar, repete "eu ja sabia!"
sábado, 31 de março de 2012
maquina do tempo
Sabe aquela vontade de sair correndo, pegar a primeira coisa que ande a mais de 100km/h e sair da onde voce está?
Pois é.
Cá estamos, com essa vontade maluca e indesejável de querer sair num teletransporte.
Pelo menos o tempo há de ser conveniente e nos fará esperar o necessário.
Pois é.
Cá estamos, com essa vontade maluca e indesejável de querer sair num teletransporte.
Pelo menos o tempo há de ser conveniente e nos fará esperar o necessário.
terça-feira, 20 de março de 2012
tempoespaço
Nunca havia pensado o tempo e o espaço para além da concepção geográfico-metódica.
Eis que esses dois conceitos tem me feito pensar horas dos meus dias...
Porque justamente, num outro lugar, podemos encontrar o que menos esperamos. Talvez por um espaço construído para aquele tipo de encontro, podemos nos trombar com o que nos é mais viável e que é mais sincero.
Porque o tempo custa a passar e custamos a acreditar que um dia ele vai passar. Pedimos ao tempo mais tempo pra pensar e quando tudo começa, pedimos pra ele parar com medo de perder.
É como se o espaço fosse mais longo que a demora do tempo, que na realidade, o tempo demora mais a andar os números, que o espaço a se fazer como tal e nos reencontrar enfim.
Eis que esses dois conceitos tem me feito pensar horas dos meus dias...
Porque justamente, num outro lugar, podemos encontrar o que menos esperamos. Talvez por um espaço construído para aquele tipo de encontro, podemos nos trombar com o que nos é mais viável e que é mais sincero.
Porque o tempo custa a passar e custamos a acreditar que um dia ele vai passar. Pedimos ao tempo mais tempo pra pensar e quando tudo começa, pedimos pra ele parar com medo de perder.
É como se o espaço fosse mais longo que a demora do tempo, que na realidade, o tempo demora mais a andar os números, que o espaço a se fazer como tal e nos reencontrar enfim.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Noite
Rindo demais, dormindo de menos, saindo todas as noites. Não, você não era assim antes e só o está sendo porque está com medo ou com problemas, ou as duas coisas, que é bem provável.
Pra cair na real, precisa de diversão, de uma vida boemia e de muita risada, porque é aí que se esconde e nada mais precisa ser cobrado.
Hoje parou pra pensar na vida e quando caiu em si viu como as coisas eram mais fáceis, e como o hábito de ser o que não se é de fato, consome você por completo.
Pois bem, ponha-se a dormir, porque a noite não tá pra boemia.
Pra cair na real, precisa de diversão, de uma vida boemia e de muita risada, porque é aí que se esconde e nada mais precisa ser cobrado.
Hoje parou pra pensar na vida e quando caiu em si viu como as coisas eram mais fáceis, e como o hábito de ser o que não se é de fato, consome você por completo.
Pois bem, ponha-se a dormir, porque a noite não tá pra boemia.
sábado, 3 de março de 2012
embriaguez
Estou um pouco bebada pra poder criar coragem e escrever as próximas linhas.
Posso dizer que jamais poderia imaginar que há tempo sentiria algo como agora, e que seria tão diferente e tão intenso quanto a distancia pode conceber.
Sei e sabes bem, mesmo sem palavras, que esta coisa toda não se sustentará com tantos quilometros. Sabes que minha terra é aqui e sei que a sua é onde está, e disso não abrimos mão.
Não abrimos condições de perder reuniões, bares e dias para sair de onde estamos, mesmo sabendo que é nossa maior vontade. Parte porque não acreditamos no que está acontecendo, parte porque somos teimosos demais a dar o braço a torcer para o que todos chamariam de apenas alguns quilometros.
Talvez um dia nos vejamos, e será tão rápido que queiramos nos ver mais vezes, e uma viagem esteja programada para breve. Talvez eu passe tempos e meses pensando, como você, em como resolver isso, mas nada vai passar do pensar, e quem sabe alguém saia do seu lugar.
Em silencio, palavras, atenções, as coisas vão fluir como o tempo que passa, e sem perceber, o tempo amadurecerá tudo e daí tenhamos a resposta para o que estamos fazendo agora.
Se eu precisava sair daqui pra poder encontrar o que há tempos procurava, e se há tempos procurei tanto que desisti e te encontrei, pois bem, cá estamos esperando o tempo decidir por nós nosso próximo passo.
Sem pressa, esperamos que o próximo encontro dure tantas horas quanto pensamos que vai durar, mas que sabemos que será insuficiente e que teremos que marcar a próxima tão breve pudermos.
A reação do nosso encontro eu não pensei, e nem saberia descrever.
Não quero pensar pra não planificar e planejar o tempo, que será inédito e único, seja como for.
Talvez a embriaguez seja uma desculpa pra falar o quanto sinto sua falta.
Posso dizer que jamais poderia imaginar que há tempo sentiria algo como agora, e que seria tão diferente e tão intenso quanto a distancia pode conceber.
Sei e sabes bem, mesmo sem palavras, que esta coisa toda não se sustentará com tantos quilometros. Sabes que minha terra é aqui e sei que a sua é onde está, e disso não abrimos mão.
Não abrimos condições de perder reuniões, bares e dias para sair de onde estamos, mesmo sabendo que é nossa maior vontade. Parte porque não acreditamos no que está acontecendo, parte porque somos teimosos demais a dar o braço a torcer para o que todos chamariam de apenas alguns quilometros.
Talvez um dia nos vejamos, e será tão rápido que queiramos nos ver mais vezes, e uma viagem esteja programada para breve. Talvez eu passe tempos e meses pensando, como você, em como resolver isso, mas nada vai passar do pensar, e quem sabe alguém saia do seu lugar.
Em silencio, palavras, atenções, as coisas vão fluir como o tempo que passa, e sem perceber, o tempo amadurecerá tudo e daí tenhamos a resposta para o que estamos fazendo agora.
Se eu precisava sair daqui pra poder encontrar o que há tempos procurava, e se há tempos procurei tanto que desisti e te encontrei, pois bem, cá estamos esperando o tempo decidir por nós nosso próximo passo.
Sem pressa, esperamos que o próximo encontro dure tantas horas quanto pensamos que vai durar, mas que sabemos que será insuficiente e que teremos que marcar a próxima tão breve pudermos.
A reação do nosso encontro eu não pensei, e nem saberia descrever.
Não quero pensar pra não planificar e planejar o tempo, que será inédito e único, seja como for.
Talvez a embriaguez seja uma desculpa pra falar o quanto sinto sua falta.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
romantica anonima
Talvez tenha medo de se apaixonar.
A grande coisa de assistir filmes é quando eles se encaixam na sua vida, ou quando se ve sua vida neles.
Dividir todos os seus medos segredos, as vontades, os anseios e desejos causa medo.
A frustração de dar tudo errado é um outro problema. Não tentar pelo medo de dar errado, é o que tem guiado toda a possibilidade de tentar.
E se a tentativa for a única que resta e assim poder sumir, mas não só, seria bom também.
Andar na rua, com a noite caindo, assistir algo sozinha, é pedir pra caminhar sem rumo, sozinha, esperando tropeçar para não ficar sozinha.
De resto, vamos caminhando...
A grande coisa de assistir filmes é quando eles se encaixam na sua vida, ou quando se ve sua vida neles.
Dividir todos os seus medos segredos, as vontades, os anseios e desejos causa medo.
A frustração de dar tudo errado é um outro problema. Não tentar pelo medo de dar errado, é o que tem guiado toda a possibilidade de tentar.
E se a tentativa for a única que resta e assim poder sumir, mas não só, seria bom também.
Andar na rua, com a noite caindo, assistir algo sozinha, é pedir pra caminhar sem rumo, sozinha, esperando tropeçar para não ficar sozinha.
De resto, vamos caminhando...
domingo, 1 de janeiro de 2012
Ultima carta
Este ano acho que pararei com as cartas.
Elas não tem sido eficientes. Enquanto não tivermos um divã, não existe cartas que se colocarão neste lugar.
Eu não pensei nada nessa viagem, nem a meu respeito nem a respeito dos outros, e hoje chego na cidade com as ideias avivadas, simples e feliz.
Feliz porque as ideias vieram da necessidade de se prolongar o momento que passei durante a ultima semana, de leveza de condução da própria vida pelas ruas, avenidas, pelas praças, bosques, museus e pelo caminhar.
Gastei boa parte do meu tenis e hoje percebo que joga-lo fora é fruto de que algo serviu tanta caminhada.
Este ano começou justamente com o final da minha viagem, com o saculejar do vagão, o vento, o sol, as chuvas e as nuvens, as ideias se tornaram mais simples que eu poderia imaginar. E acho que elas chegam em um bom momento. Acredito que se viessem no meio da confusão das correspondencias, não surtiriam o mesmo efeito que tem hoje.
Acordei leve, uma leveza de conduzir a vida da maneira que me sentirei feliz.
E é assim que começo este ano. Leve, Com a leveza de viver sem esperar que um dia apareças pra mim. Sem me arrumar pra sair esperando que poderei encontrar com você por engano na rua, no bar, no cinema.
Vou me arrumar porque me sinto feliz. E é de maneira leve que vou viver a cada dia.
E se por acaso quiser me encontrar, sabe por onde procurar.
Elas não tem sido eficientes. Enquanto não tivermos um divã, não existe cartas que se colocarão neste lugar.
Eu não pensei nada nessa viagem, nem a meu respeito nem a respeito dos outros, e hoje chego na cidade com as ideias avivadas, simples e feliz.
Feliz porque as ideias vieram da necessidade de se prolongar o momento que passei durante a ultima semana, de leveza de condução da própria vida pelas ruas, avenidas, pelas praças, bosques, museus e pelo caminhar.
Gastei boa parte do meu tenis e hoje percebo que joga-lo fora é fruto de que algo serviu tanta caminhada.
Este ano começou justamente com o final da minha viagem, com o saculejar do vagão, o vento, o sol, as chuvas e as nuvens, as ideias se tornaram mais simples que eu poderia imaginar. E acho que elas chegam em um bom momento. Acredito que se viessem no meio da confusão das correspondencias, não surtiriam o mesmo efeito que tem hoje.
Acordei leve, uma leveza de conduzir a vida da maneira que me sentirei feliz.
E é assim que começo este ano. Leve, Com a leveza de viver sem esperar que um dia apareças pra mim. Sem me arrumar pra sair esperando que poderei encontrar com você por engano na rua, no bar, no cinema.
Vou me arrumar porque me sinto feliz. E é de maneira leve que vou viver a cada dia.
E se por acaso quiser me encontrar, sabe por onde procurar.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Café Metafísico
Oi!
Hoje recebi recebi mais uma correspondencia sua, na verdade foi ontem a noite que a abri pra ler. Diferentemente de tantas outras vezes, você me respondeu prontamente e minha cabeça forçando qualquer lógica tola, tenta novamente ligar suas palavras soltas a algo que seja verdade.
Deu que vamos tomar um café metafísico. E tô achando isso super engraçado. Não sei se era o que você queria, mas eu queria muito tomar esse café.
Todos os dias vejo a página da viagem que a outra metade ou 1/3 do meu eu ou do meu futuro eu está. E sabe que, como poderia imaginar estou confusa. Não é sobre isso nosso café metafísico, mas queria apenas que soubesse que anda acompanhando a outra possibilidade de companhia.
Na verdade o café cumpre uma série de funções, as burocráticas, as da amizade, as do meu sentimento confuso, estranho e sem muito sentido por você e finalmente tentar me acostumar com a possibilidade de ficar longe de você por um mês. Como um ensaio para daqui 6 meses você estar longe de novo.
Seu dia foi bom, como sempre, leu, foi pra aula, conversou e agora sumiu. O meu foi bem também. Um pouco confuso e sobre isso que quero conversar daqui uns dias.
O livro que me deu é ótimo, sabe que às vezes me vejo nele, mas como não sei o final da estória, não posso dizer que me identifico completamente com a personagem.
Do mais, te digo que esta semana nos separaremos durante um tempo e que fará falta pra mim. Durante isso vou tentar outra chance com outra pessoa, quem sabe.
Caso te interesse, estou por aqui, e não ache que a falta de decisão é um mal, só não quero te perder.
Beijos, até breve.
Hoje recebi recebi mais uma correspondencia sua, na verdade foi ontem a noite que a abri pra ler. Diferentemente de tantas outras vezes, você me respondeu prontamente e minha cabeça forçando qualquer lógica tola, tenta novamente ligar suas palavras soltas a algo que seja verdade.
Deu que vamos tomar um café metafísico. E tô achando isso super engraçado. Não sei se era o que você queria, mas eu queria muito tomar esse café.
Todos os dias vejo a página da viagem que a outra metade ou 1/3 do meu eu ou do meu futuro eu está. E sabe que, como poderia imaginar estou confusa. Não é sobre isso nosso café metafísico, mas queria apenas que soubesse que anda acompanhando a outra possibilidade de companhia.
Na verdade o café cumpre uma série de funções, as burocráticas, as da amizade, as do meu sentimento confuso, estranho e sem muito sentido por você e finalmente tentar me acostumar com a possibilidade de ficar longe de você por um mês. Como um ensaio para daqui 6 meses você estar longe de novo.
Seu dia foi bom, como sempre, leu, foi pra aula, conversou e agora sumiu. O meu foi bem também. Um pouco confuso e sobre isso que quero conversar daqui uns dias.
O livro que me deu é ótimo, sabe que às vezes me vejo nele, mas como não sei o final da estória, não posso dizer que me identifico completamente com a personagem.
Do mais, te digo que esta semana nos separaremos durante um tempo e que fará falta pra mim. Durante isso vou tentar outra chance com outra pessoa, quem sabe.
Caso te interesse, estou por aqui, e não ache que a falta de decisão é um mal, só não quero te perder.
Beijos, até breve.
domingo, 18 de dezembro de 2011
150%
Esse mundo está mesmo muito confuso.
É assim que respondo a você. Como está?
As coisas aqui tem andado um pouco esquisitas, para além da conjuntura política, economica e jurídica, falo pelo aspecto primordial, o ser humano que existe em mim, e como você sugeriu que viesse em primeiro lugar antes de todos essses outros aspectos.
Primeiro porque me encontro dividida. Não sei pra quem dar a atenção devida e como apostar as ficham numa nova aventura. Não preciso esconder que metade dessa divisão vem de você. Sempre que tomo uma atitude, e que não te envolve, ou até envolve, que é a de te esquecer desse jeito e passar a te ter de outro, você me surpreende. Faz as coisas como eu faria e compreendo exatamente o porquê das atitudes, e também como elas não avançam de si mesmas.
Outra metade é uma interrogação. Não deveria te contar isso, mas partindo do pressuposto que agora vou te encarar com um outro jeito, vou contar mesmo assim.
Como poderia imaginar, a outra metade da indecisão é uma migo meu. E se parece muito com você, e com todos os outros tipos que me envolvi e poderia me envolver, que conhecendo-me bem, saberia traçar o perfil dos caras em 5 minutos, com detalhes físicos ainda por cima.
Sendo parecido com você e todos os outros, deve imaginar quão difícil é achar alguém que complete a outra metade. Acontece que assim como você não sei se é de fato os outros 50%.
E na verdade, será bem difícil de saber, uma vez que tomo as mesmas atitudes que com você e que não tem passado de nada além de bons amigos, companheiros.
E eu tenho esse dilema. Como Ser 100% se os 50% estão divididos em 2?
Eu não sei. E você não vai me responder.
Espero o próximo sinal com um tema que não toque este para saber o próximo passo...
Beijos.
É assim que respondo a você. Como está?
As coisas aqui tem andado um pouco esquisitas, para além da conjuntura política, economica e jurídica, falo pelo aspecto primordial, o ser humano que existe em mim, e como você sugeriu que viesse em primeiro lugar antes de todos essses outros aspectos.
Primeiro porque me encontro dividida. Não sei pra quem dar a atenção devida e como apostar as ficham numa nova aventura. Não preciso esconder que metade dessa divisão vem de você. Sempre que tomo uma atitude, e que não te envolve, ou até envolve, que é a de te esquecer desse jeito e passar a te ter de outro, você me surpreende. Faz as coisas como eu faria e compreendo exatamente o porquê das atitudes, e também como elas não avançam de si mesmas.
Outra metade é uma interrogação. Não deveria te contar isso, mas partindo do pressuposto que agora vou te encarar com um outro jeito, vou contar mesmo assim.
Como poderia imaginar, a outra metade da indecisão é uma migo meu. E se parece muito com você, e com todos os outros tipos que me envolvi e poderia me envolver, que conhecendo-me bem, saberia traçar o perfil dos caras em 5 minutos, com detalhes físicos ainda por cima.
Sendo parecido com você e todos os outros, deve imaginar quão difícil é achar alguém que complete a outra metade. Acontece que assim como você não sei se é de fato os outros 50%.
E na verdade, será bem difícil de saber, uma vez que tomo as mesmas atitudes que com você e que não tem passado de nada além de bons amigos, companheiros.
E eu tenho esse dilema. Como Ser 100% se os 50% estão divididos em 2?
Eu não sei. E você não vai me responder.
Espero o próximo sinal com um tema que não toque este para saber o próximo passo...
Beijos.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Mudar é preciso!
Imaginei que nunca mais sentiria a mesma coisa que senti por esses dias.
Primeiro veio toda a confusão e a indecisão sobre o que sentir. Há tempos te vejo semannalmente ou mais e invisto num futuro incerto, numa possibilidade insólida de que algo vai dar certoe m algum momento, mas que esse momento nunca chega.
A possibilidade de desistir era enorme, parecia ser mais de 100% do sucesso, mas a teimosia insiste em brigar com a desitência e disputar o mesmo lugar.
Resolvi que tinha que desligar e não eu sozinha, que sozinha não se faz nada, teria que contar com a sua ajuda, e nada mais certeiro: você foi, incomunicável par aum outro lugar que eu sei exatamente onde é e com quem, mas sem se despedir, passou por mim e foi.
Aí percebi o qeu medíodre era a luta de teimosia contra a desistência.
Deixei o tempo passar. E como está bom vê-lo passar.
Incomunicável tratei de fechar o buraco que você poderia causar mais rápido que imagina.
Não se ocupa o seu espaço. Ele está fechado a longo prazo. Não tem alguém pra por no seu lugar.
Acredito que as pessoas ocupam um lugar que não pode ocupado por outra coisa ou outra pessoa.
Aí fechei o espaço, o buraco que ficou sem a sua despedida num lugar distante e incomunicável.
Fui levar a vida. Confesso que ficou um pouco bagunçada. A rotina nos pega peças e nos faz depender de certos gestos que hoje não são mais compatíveis com a minha vida.
Percebi que todas as suas habilidades, pelas quais eu admiro e sempre vou admirar, nossas conversas, os jantares, cafés, tudo vão continuar aí e tenho muito orgulho em compartilhar isso com você.
Mas acontece que não dá mais para esperar seu tempo para entregar de vez meus sentimentos. Não tem como esperar por tanta incerteza há quase um ano!
Não vou negar que um gesto isolado fez alguma diferença. Fez sim, e por isso escrevo isso hoje.
Ontem percebi que a desistênciaé fruto da luta e se ela existe é porque a insistência já não tem forças mais para continuar a batalha e precisa ser renovada.
A noite d eontem foi belíssima, o jantar, inexplicavelmente arrepiante. Aquele abraço, aquele olhar, aquelas histórias, quanto em comum e eu não sabia.
Novos passos, nova trajetória. Nova semana, novo tudo.
O prazo está se esgotando e temos pouco tempo para a teimosia dar a reviravolta difícil dessa semana.
Primeiro veio toda a confusão e a indecisão sobre o que sentir. Há tempos te vejo semannalmente ou mais e invisto num futuro incerto, numa possibilidade insólida de que algo vai dar certoe m algum momento, mas que esse momento nunca chega.
A possibilidade de desistir era enorme, parecia ser mais de 100% do sucesso, mas a teimosia insiste em brigar com a desitência e disputar o mesmo lugar.
Resolvi que tinha que desligar e não eu sozinha, que sozinha não se faz nada, teria que contar com a sua ajuda, e nada mais certeiro: você foi, incomunicável par aum outro lugar que eu sei exatamente onde é e com quem, mas sem se despedir, passou por mim e foi.
Aí percebi o qeu medíodre era a luta de teimosia contra a desistência.
Deixei o tempo passar. E como está bom vê-lo passar.
Incomunicável tratei de fechar o buraco que você poderia causar mais rápido que imagina.
Não se ocupa o seu espaço. Ele está fechado a longo prazo. Não tem alguém pra por no seu lugar.
Acredito que as pessoas ocupam um lugar que não pode ocupado por outra coisa ou outra pessoa.
Aí fechei o espaço, o buraco que ficou sem a sua despedida num lugar distante e incomunicável.
Fui levar a vida. Confesso que ficou um pouco bagunçada. A rotina nos pega peças e nos faz depender de certos gestos que hoje não são mais compatíveis com a minha vida.
Percebi que todas as suas habilidades, pelas quais eu admiro e sempre vou admirar, nossas conversas, os jantares, cafés, tudo vão continuar aí e tenho muito orgulho em compartilhar isso com você.
Mas acontece que não dá mais para esperar seu tempo para entregar de vez meus sentimentos. Não tem como esperar por tanta incerteza há quase um ano!
Não vou negar que um gesto isolado fez alguma diferença. Fez sim, e por isso escrevo isso hoje.
Ontem percebi que a desistênciaé fruto da luta e se ela existe é porque a insistência já não tem forças mais para continuar a batalha e precisa ser renovada.
A noite d eontem foi belíssima, o jantar, inexplicavelmente arrepiante. Aquele abraço, aquele olhar, aquelas histórias, quanto em comum e eu não sabia.
Novos passos, nova trajetória. Nova semana, novo tudo.
O prazo está se esgotando e temos pouco tempo para a teimosia dar a reviravolta difícil dessa semana.
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